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Pais e professores – uma parceria produtiva!

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Algo muito importante na escola, que nem sempre é aproveitado como se deve, é a parceria entre os pais e os professores/escola.

Quando digo parceria, penso no objetivo final de nosso trabalho como educadores, que é o bom desenvolvimento do aluno.

Em todos os anos que lecionei, algo interessante que notava em relatórios ou fichas preenchidas pelos pais é que sempre colocavam no item “o que você espera da escola?” algo do tipo “que meu filho aprenda” ou “que dê uma boa educação”.

Notava, no entanto, que essas respostas eram muito generalizadas. Isso seria o mínimo a se esperar de uma escola!

Ao perceber o quanto os pais não tinham um parâmetro sobre o que exatamente pedir ou sugerir ou até mesmo esperar da aprendizagem de seus filhos, acabei criando um sistema aberto – que era meu blog antigo – no qual colocava textos que fossem interessantes a eles, de fácil acesso e que pudessem se comunicar.

Uma segunda opção foi criar um e-mail somente para os pais de meus alunos. Aliás, essa é uma via de comunicação extremamente interessante para nós, professores. Somos nós que temos contato direto com os alunos e os pais são os maiores interessados no que acontece com os “pequenos”.

Não pense, porém, que esse e-mail era aberto todos os dias! Essa é uma observação importante! Deixava sempre claro aos pais, na reunião, que poderiam usar o e-mail, mas eu iria vê-lo somente no dia de meu HTPC. Como tinha um horário de 1 hora dedicado ao planejamento/ atendimento, usava para checar esse e-mail, em especial. Era importante salientar que essa caixa de e-mail era parte de meu trabalho e eu tinha um horário específico para abri-lo. Desta forma, fazia meu trabalho e conseguia evitar muitas dúvidas que poderiam ter sido trazidas desnecessariamente à escola ou à coordenação.

A comunicação com os pais é primordial para a aprendizagem do aluno. É importante que eles saibam exatamente o que os filhos precisam para avançar. Costumava pedir que ajudassem de alguma forma: lendo livros para os filhos, indicando alguma dificuldade específica para treinar ou orientando sobre algo que poderiam fazer.

Se não se sente à vontade para essa comunicação virtual, aproveite bem suas reuniões de pais, marque reuniões individuais para casos mais pontuais! Será algo muito gratificante para os pais e, ao aproveitar bem esses momentos, garanto que terá bons resultados em sala de aula!

Certamente os pais sempre foram de grande ajuda para o sucesso de minhas turmas e recomendo fortemente que os tenhamos como aliados no processo de aprendizagem.

Minha dica do dia é: crie o máximo de vínculo que conseguir com os pais de seus alunos, demonstre sua confiança sempre, utilize sabiamente a reunião de pais para criar elos com aqueles que serão seus parceiros durante o ano! Enfim… quanto maior a comunicação, melhor o processo de aprendizagem e o relacionamento pais/professores.

 

 

 

 

 

A Polêmica Lição de Casa…

     Lição de casa talvez seja um dos assuntos mais polêmicos nas escolas. É complicado instituir um modelo fixo para ela. O conteúdo segue a abordagem pedagógica da escola, mas as estratégias podem variar e é aí que reside o problema.

     Atualmente, enfrentamos um problema neste sentido, pois o tempo que a maior parte dos responsáveis passa com os filhos diminuiu e com isso a cobrança de lição às vezes acaba sendo apenas da escola. Muitos responsáveis não verificam se o filho tem lição ou não checam se foi feita adequadamente. Esta falta de orientação é o que tem causado a constante necessidade de avaliar estratégias e modificá-las.

     A maior parte dos problemas é quando o aluno perde a folha, não comunica os pais ou ainda nunca traz mesmo a lição – além de alguns outros.

     Pessoalmente, passei por muitas ‘fases’ de lição de casa, em todos esses anos que lecionei e redigi um documento que traz a descrição do que chamei de ‘estratégia’, qual é o intuito de cada uma delas e as versões dos envolvidos ( professor e responsável ).

     Na verdade, tivemos em minha escola uma leitura sobre o assunto e fiquei desapontada pelo conteúdo encontrado sobre o assunto. Os apontamentos eram meramente teóricos e analisados por uma estudiosa que provavelmente não tem dimensão de como funciona uma sala de aula. Quem acompanha meu blog sabe que não acredito muito em teóricos, pois acho que a cada novo dia é preciso encontrar novas estratégias para o ensino, já que ‘assim caminha a humanidade’.

     Bem, vamos deixar de conversa e ir para o que interessa! Para acessar o documento, clique no link abaixo e boa reflexão! Obs: há muitas outras estratégias, mas procurei elencar algumas que foram mais marcantes.

A POLÊMICA LIÇÃO DE CASA – ESTRATÉGIAS

Aulas Eletivas – Pense Bem!

     Aulas eletivas são aulas oferecidas em contra turno às aulas regulares. Por exemplo, se seu filho estudo de manhã, as aulas eletivas da escola dele ocorrerão à tarde e vice-versa.

    Em meados dos anos 90, elas começaram a surgir dentro das escolas regulares – geralmente particulares. Antes disso, a busca de cursos extra-curriculares era feita em instituições adequadas e especializadas.

     Conforme a vida se tornou mais ‘corrida’ e as pessoas adultas começaram a trabalhar mais devido à necessidade, as escolas perceberam e se perguntaram: ‘por que não oferecer um curso extra na própria escola?’

     Foi assim que surgiram as aulas eletivas que, nos dias atuais, recebem os mais variados títulos, para conseguir concorrer entre as outras aulas eletivas da própria escola. Há aulas de inglês, espanhol, francês, judô, equi-do, balé, teatro, vôlei, badminton, redação e até hipismo; além de algumas com apelos lúdicos no nome, como matemática por meio de jogos, história musicada entre tantos outros.

     Na escola, os cursos são sugeridos por coordenadores da área ou professores e escolhidos pela instituição para fazer parte do currículo. Os professores fazem o possível para conseguir introduzir a aula, pois é difícil, por exemplo, complementar carga horária de trabalho em contra turno, principalmente na mesma escola. Após aprovação, dependem ainda do número de inscritos para que as aulas ocorram.

     O professor deve preparar todo o material do curso e ‘se virar’ para a aula dar certo. A escola, geralmente, não tem lá grandes conhecimentos sobre o que exatamente se trata na aula. O importante é que ela dê certo.

     Escrevo tudo isso com conhecimento de causa, como ex-coordenadora em escola particular de grande porte e ex-professora de eletiva.

     Como tudo o que ocorreu durante o ‘boom’ de avanços nas duas últimas décadas, foi simplesmente acontecendo e se moldando à realidade de cada escola. Escolas especializadas passaram então a concorrer com ‘iniciantes’. Digo ‘iniciantes’, porque apesar de o professor ter conhecimento para a aula, não está inserido em um ambiente próprio para ela, o que dificulta sobremaneira o bom desenvolvimento do aluno.

     Em uma escola de balé, por exemplo, a criança terá acesso a todo e qualquer tipo de apoio necessário ao seu desenvolvimento na área. Em uma escola de judô, participará constantemente de situações necessárias à sua aprendizagem, que não ocorrerão em uma aula eletiva, já que todos são seus ‘colegas’ de escola. Em uma escola de arte, aprenderá técnicas diversas e poderá realmente ‘por a mão na massa’, já que terá contato com todo e qualquer material de apoio para executar suas obras. Em uma escola de inglês, terá um currículo fixo e estará com crianças com conhecimento semelhante ao seu, o que lhe auxiliará na aquisição de um outro idioma. Não é uma regra geral, um ponto positivo de escola específica pode acontecer em outro tipo de escola, porém posso afirmar que nenhum deles acontecerá na escola regular.

     Se meu filho tem aptidão para música e frequenta as aulas eletivas de musicalização, em sua própria escola, como ele poderá seguir sua aprendizagem mais aprofundada com um instrumento específico com o qual ele se identifica? Vê como é impossível.

     Outro ponto negativíssimo da aula eletiva é a falta de ‘caras novas’. Dentro da eletiva da escola, não há contato com pessoas diferentes. São as mesmas pessoas com as quais a criança convive em aulas normais. Se uma das crianças apresenta alguma problema na aula, o fará também na eletiva, o que atrapalhará muito o desenvolvimento das outras.

     Além disso, mais de cinquenta por cento das crianças – no caso de ciclos 1, 2 e até 3 do Ensino Fundamental, frequentam as aulas não por seu próprio desejo, mas porque os pais não têm como pegá-los em hora de almoço e ficar com eles.Pense na quantidade de interesse que uma criança terá em uma aula que nem quer frequentar.

     Quando a criança começa uma aula de natação em uma academia, está lá porque assim o deseja e todos os outros também – com raras exceções.

     Estou escrevendo este post de alerta, porque essas aulas têm se tornado cada vez mais populares e fico realmente com pena dos pais que acabam acreditando que estão fazendo um grande bem aos filhos, quando não é bem assim que acontece. Se você falar com pais de alunos adolescentes que passaram por esta experiência, muitos deles – os presentes, claro – irão testemunhar que realmente não dá para aprender inglês, espanhol, judô, balé ou qualquer outra coisa em aulas eletivas. Muitos acabam percebendo tarde e perdendo dois, três, quatro anos de um bom curso em troca de algo cômodo, porém ilusório.

     Quando você for colocar seu filho em um curso extra – o que é extremamente saudável – pense bem antes de inscrevê-lo em eletivas. Procure alternativas, visite locais adequados com pessoas especializadas, pergunte tudo o que puder sobre o curso e ofereça exatamente o que seu filho precisa e espera: uma boa formação, com qualidade e orientação adequada.

Excelente reunião de pais… não tem preço!

     Sempre gostei bastante de trabalhar com alfabetização. Esta fase da aprendizagem me encanta demais. Neste ano, porém, mudei um pouco meu conceito quanto à etapa.

     Fiquei dois anos longe de primeira série e, quando retornei, em lugar dos aproximados dois meses que levo para adequar as crianças à sala de aula de Fundamental, estou levando já nove meses e ainda há alunos que não apresentam respostas condizentes com sua idade.

     As respostas às quais me refiro são comportamentais. Elas dizem unicamente respeito aos valores que esses alunos deveriam ter. É claro que sempre temos um ou dois indivíduos na sala que são ‘diferentes’, porém me deparo com oito ou dez. Eu acho que é muita indisciplina para uma única professora. O problema não ocorre somente em minha sala, então pode-se analisar que vem da ‘leva’ de alunos do ano.

     Tenho também alunos adoráveis e quando penso em problemas na minha sala atual, minha mente se direciona ao comportamento e não à aprendizagem, que é extremamente satisfatória.

     Os alunos assistem programas violentos, com famílias desestruturadas, exemplos sociais horrendos e muitas vezes não têm uma orientação adequada. Isso resulta mesmo em péssimos comportamentos na escola.

     Para conscientizar os pais e melhor direcionar suas orientações, elaborei um novo modelo de reunião de pais. Problemas que ocorrem em aula são transformados em questionário e os pais recebem um gabarito feito pelo professor no qual acompanham a exata reação de seu filho diante de algumas situações normais em aula que se tornam verdadeiras batalhas para o professor.

     Foi uma das melhores reuniões que tive na vida. Espero que possa lhe ajudar também. Boa reunião!

REUNIÃO DE PAIS – DETALHES SOBRE A REUNIÃO CONTRA INDISCIPLINA – texto explicativo e passo-a-passo

REUNIÃO DE PAIS – USO DO PROFESSOR – essas foram minhas perguntas. Você pode alterar, colocando situações que acontecem na sua sala

REUNIÃO DE PAIS – GABARITO – material para ser entregue aos pais ou responsáveis

REUNIÃO DE PAIS – RECADO DE PAI PARA FILHO – não cheguei a aplicar esta parte, pois fiquei tão empolgada e feliz que nem me lembrei. Uma professora aplicou e teve excelentes resultados. Vale a pena tentar…

Reunião de Pais – Orientações de aprendizagem

          Orientar os pais dos alunos quanto à aprendizagem é sempre algo muito bom, já que é necessário, em alguns momentos, a ajuda deles em momentos de lição de casa e instruções de como proceder na escola.

           Quando os pais sabem o que está sendo trabalhado pela professora, é mais fácil de lidar com o aluno na sala de aula, já que a orientação dos pais ocorre na mesma linguagem do que a da professora.

           No ‘post’ de hoje há dois livrinhos para entregar aos pais na reunião, para maiores orientações sobre como orientar os filhos no que diz respeito à aprendizagens diárias, lição de casa e extensão de atividades escolares em casa. Espero que lhes seja tão útil quanto foi à mim. Boa reunião!

FOLDER PARA REUNIÃO DE PAIS – COMO APRENDER – em formato de livro, com informações sobre o projeto de minha escola, como a criança aprende e como ajudar o filho em casa com as lições.

FOLDER PARA REUNIÃO DE PAIS – COMO APRENDER 2 – em formato ‘flyer’ de três partes, há como o filho aprende, como fazer a lição de casa, informações diversas sobre projeto da escola e dia de sábado letivo e possui uma parte para anotações do professor.