A Extinção do Pensamento

     A extinção do pensamento humano é algo que está preocupando diversas áreas. Enquanto essas áreas estão preocupadas com o futuro da humanidade, a escola insiste em analisar hipóteses, respeitar o ritmo do aluno, impor métodos de ensino que não apresentam bons resultados mais, enfim, fazer de tudo para dissecar algo que deveria estar desenvolvendo e não catalogando.

     É isso mesmo, me sinto uma arqueóloga catalogando espécimes vivos de hipóteses de leitura e escrita que, daqui a alguns anos, não mais existirão. O problema maior é que, sendo abstrato, o pensamento não deixará nem fósseis para contar sua história.

     ‘Future Minds’ foi lançado há pouco tempo nos Estados Unidos e é o mais recente livro que trata do assunto. Richard Watson, o autor, é considerado um futurólogo, mas na verdade ele observa ações e reações em um mundo real e prevê consequências analisando causar. Ele não tem nada de vidente, é apenas um tipo de cientista. Richard trata exatamente da extinção do pensamento em seu livro e tudo o que consegui ler sobre ele até agora é muito elucidativo para o trabalho em sala de aula, aliás, muito mais do que qualquer outro texto didático que tenta inutilmente me contar sobre uma aula real.

     Fiz duas atividades que provocam ‘luzes’ na escuridão do pensamento dos alunos com dificuldade e ‘clarões’ nos que ainda não apresentam este problema. Uma delas trabalha analogias e a outra associação e atenção. Acho realmente que este tipo de atividade faz muito mais falta ao aluno do que as com trabalho de conteúdos normais.

     Além das atividades, estou disponibilizando ainda um texto e uma evolução de ilustrações. Não sei o o texto lhe interessará – trata de meu ponto de vista sobre a extinção do pensamento, mas se sentir-se tentada a optar pelo texto ou pela evolução de imagens, prefira esta última. Vi em uma palestra e tive que montar uma, pois não encontrei nada parecido registrado por escrito, por mais que eu tenha procurado. Chama-se ‘tragédia ilustrada’ e posso lhe garantir que vale a pena dar uma olhadinha. Boa aula!

ANALOGIAS 1

PRESTE MUITA ATENÇÃO

O PENSAMENTO ESTÁ EM EXTINÇÃO

TRAGÉDIA ILUSTRADA – este realmente vale a pena!

9 Respostas para “A Extinção do Pensamento

  1. Gloria Maria Alexandre Herculano

    Janaina Boa Noite, tenho usado muito atividades do seu blog. Este tema da extinção do pensamento é excelente. Dou aulas numa cidade que diz usar o Construtivismo, mas para mim está mais para tradicional disfarçado, mas enfim são dias e dias fazendo hipóteses da escrita,(atualmente leciono para o 3º eles simplismente não querem pensar) entre tantas outras coisas. Vc tem toda razão , a escola continua arcaica, e os alunos já estão na internet de 14 mega. Parabéns pelo seu texto já mandei para minha direitora, rsr. Abraços fraternos

    • Glória:
      É, realmente é revoltante o panorama das aulas atualmente. Estamos em total ascenção de tecnologia e queda de aprendizagem escolar. Se as pessoas não abrirem os olhos para enxergar o problema e ‘arregaçarem’ as mangas para começar a fazer algo que faça a diferença no futuro das crianças, não sei como faremos, pois cada vez menos as pessoas pensam e cada vez mais a máquina resolve nossos problemas.
      Ainda bem que há pessoas que conseguem perceber e tentam fazer algo, pois se formos depender de quem olha para a educação e cria apenas leis absurdas e implanta métodos utópicos, não chegaremos a lugar algum.
      Seu comentário foi muito bem colocado. Obrigada.
      Bjs,
      Janaína Spolidorio

  2. Oi Janaina,estou aqui mais uma vez para parabeniza-la por tão lindo trabalho e dizer que estou muito feliz em saber que meus pensamentos foram expostos através do seu texto.
    Anualmente faço 4 analise de leitura e escrita com meus alunos,a coordenadora faz a mesma quantidade com os mesmos alunos e diretora também simplesmente para classificar quem é silabico,pré silabico,alfabetico e até ortografico,fora das 4 horas aulas que tenho com eles nada é dado.O que faço?

    • Gemima:
      Pelo que entendi, seu plano é bimestral, pois você analisa os alunos quatro vezes por ano. Apesar de eu também ter que fazer este tipo de análise, acho ela absurda, pois é um tempo que perco no desenvolvimento deles. Me sinto como se eles fossem fósseis sendo estudados, pois as informações apenas me dão leves informações de como estão. Leves, pois nem sempre correspondem ao seu desempenho em uma aula. Alguns são muito mais do que mostram ali e outros, muito menos.
      Sobre a extinção do pensamento, acredito estar ocorrendo exatamente porque analisamos muito e fazemos pouco. Não porque queremos, mas porque o sistema nos pressiona a isso.
      Quando você diz que nada lhes é dado, gostaria que você explicasse melhor, pois não entendi muito bem. Tenho algumas sugestões para tratar um pouco deste tipo de problema, mas queria entender mais especificamente a situação.
      Bjs,
      Janaína Spolidorio

  3. Não há uma atenção especifica para as dificuldades destes alunos,como aulas extras,acompanhamento de um outro profissional como um psicologo,por mais agrupamentos produtivos que se faça e atividades diferenciadas é pouco o tempo que fico com eles e percebo que em alguns, suas necessidades vão alem da aprendizagem.

    • Gemima:
      Para alunos como uma ‘lacuna’ tão grande, aulas convencionais são dispensáveis. Não adianta muito que eles participem de atividades apresentadas para a sala. Consegui avanços muito grandes em minha sala com apontamentos pontuais aos pais, orientação particular de como ajudar em casa e atividades para realmente treinar o pensamento, que era o que mais lhes faltava. Talvez eu faça um post só de dicas para exercitar o pensamento, pois achei muito interessante o modo como alguns se desenvolveram devido à este tipo de atividade.
      Esperar que outros profissionais resolvam o problema é um pouco utópico. Geralmente os avanços são poucos. São raras as vezes nas quais os alunos são encaminhados e o efeito é nítido em aula. Talvez fosse mais eficaz se os profissionais tivessem um contato mais direto com o professor.
      Sugiro um estreitamento de laços família-escola ( professor ) e atividades específicas.
      Espero ter ajudado.
      Bjs,
      Janaína Spolidorio

  4. Erica Simone Raymundo Manenti

    Oi Janaina.
    Gostaria de lhe dizer que compartilho com suas ideias e aflições. Infelismente a escola ainda rotula, classifica, condena seus alunos. Mas vejo ainda bons profissonais que não possuem pensamentos lacunados, que consegue ver o aluno além de sua hipótese de escrita, suas estratégias de leitura. Que bom que temos você, que além de nos fornecer ótimas atividades ainda nos faz despertar nossa critica em relação a educação brasileira.

  5. FIQUEI CHOCADA COM TANTA VERDADE EM SEU TEXTO,CONCORDO COM TUDO E ISSO AS VEZES ME DÁ UM PÂNICO!POIS AQUI ONDE TRABALHO A SEMED SÓ PENSA EM FECHAR LACUNAS SEM NENHUM INTERECE PELO ALUNO.SINTO QUE AS COISAS ESTÃO MUITO FORA DE CONTROLE.
    BJS!

    • Adriana:
      Pois é, quando escrevi o texto estava consciente que era meio forte, porém necessária a exposição do problema, que está se tornando cada vez maior. Quanto mais voltarmos nossos olhos para situações da realidade, como esta, acredito que melhor será a formação de nossos alunos.
      Bjs,
      Janaína Spolidorio

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