A Fila Anda…

     Bem, estamos em 2.010 e não é preciso dizer que de dos anos 80 para os dias atuais houve uma evolução gigantesca em diversas áreas. Quem poderia imaginar que a Guerra Fria entre duas super potências poderia resultar numa das maiores ferramentas que os homens poderiam ter a seu favor no avanço tecnológico, na realidade uma mera – e importantíssima – extensão de sua própria habilidade: a comunicação.

     Se você ainda não descobriu do que estou falando, vou ser mais clara, pois sem ela você não poderia provavelmente nem ter me conhecido: a internet. Isso mesmo, já no final da década de 60 era cogitada e pesquisada uma forma de comunicação rápida e eficaz, que acabou virando a internet. A rapidez de informação que ela proporciona é maravilhosa e perigosa. Pode ser usada contra e a seu favor e tem milhares de qualidades opostas entre si, se formos pensar nisso.

     Usei tudo isso, pois a considero responsável pela rapidez de avanços em diversas áreas: medicina, engenharia, arquitetura entre outros; além da criação de empregos destinados à área tecnológica. Os avanços dos últimos 20 0u 30 anos é fantástico na maior parte dos setores… logicamente que menos na educação.

     Pois é, na minha opinião, o setor que menos utilizou os maravilhosos recursos tecnológicos é o que deveria tê-lo feito primeiro.
     Nos anos 80, tivemos na educação a ‘revolução Emília Ferreiro’ cuja importância para a área foi realmente ímpar. Desde então, temos um grupo ‘de elite’ no país que fica ‘escarafunchando’ suas teorias há quase 30 anos.  Enquanto isso, já perdemos pelo menos duas gerações de cobaias do ‘novo método’, ou seja, foram crianças que passaram por testes de sondagem propostos para analisar seus conhecimentos – papel de um psicopedagogo ou algo do tipo e não de um professor. Concordo que devemos ter conhecimento do processo de aprendizagem, que é importante saber como funciona a construção da escrita e ainda que precisamos avaliar constantemente o aluno. Digo ainda que era realmente preciso mudar o rumo da educação, mas deste ponto para testes em seres humanos com uma vida toda pela frente tem um longo caminho… que deveria ter sido mais curto.

     Li a ‘Psicogênese da Língua Escrita’ em espanho – já disse que sou poliglota, não é? – e posso garantir que há várias incompatibilidades com algumas informações passadas em português. A intenção da obra nem era virar a sondagem que se tornou nas escolas do país.

     Sem me alongar na teoria de Ferreiro, já nos primeiros dez anos de aplicação deveriam ter percebido que as crianças estavam mudando, a construção da escrita acompanhou, de certa forma, esta mudança. Se eu tivesse a real oportunidade de fazer um mestrado ou algo do tipo, eu iria realmente provar que a evolução da escrita pode ser analisada paralelamente com duas outras evoluções: a da fala de um bebê e a da história da escrita. Eles seguem os mesmos padrões paralelamente mesmo. Como a evolução foi muito rápida nos últimos anos, a criança reflete isso na aquisição da língua escrita também.

      Como não tenho condições de provar ‘cientificamente’ minha ‘teoria’, pois seria muito demorado – até finalizar já haveria mil mudanças a fazer -, eu teria que ficar ‘lambendo botas’ de um estudioso provavelmente sem noção da realidade e ainda não poderia levar durante pelo menos três anos uma vida comum; estou escrevendo aqui mesmo, no meu blog. Quem sabe assim alguém perceba que A FILA ANDA… EM TODAS AS ÁREAS, MENOS NA DA EDUCAÇÃO.

     Enquanto

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s