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Parcerias devem ser produtivas e não burocráticas

     Nosso trabalho na escola tem como objetivo final a aprendizagem dos alunos. Eu já disse por diversas vezes que acredito ser certo o professor trabalhar da forma como ele souber, pois tentar mudar sua visão sem que ele esteja disposto a fazê-lo é realmente um ‘crime’.

     Durante muitos anos e mais de uma vez eu trabalhei com coordenação. Tanto o trabalho de coordenador quanto de professor é muito árduo, pois lidamos com diversas vivências e formas de ver o mundo.

     A parceria professor-coordenador deve ser realmente uma parceria, pois de outra forma acaba desviando o foco principal da escola, que é nosso aluno.

     Escrevo este texto, pois muitas vezes vejo professores insatisfeitos com coordenadores e vice-versa. Como coordenadora, sempre procurei orientar e ainda trazer exemplos do que eu estava explicando. Certamente, eu achava um absurdo o coordenador discordar de certa atividade ou ainda pedir aos professores que fizessem determinada ação sem dar o exemplo partindo deles. Todas as vezes que fui coordenadora peguei turmas arredias, que aos poucos se tornaram mais colaborativas e extremamente unidas. Há alguns coordenadores que visitam o blog que estão realmente abertos a este tipo de prática, que acho louvável, já que não concordo com muita teoria e pouca prática, que seria o mesmo que muita papelada e pouco cérebro.

          Como professora, a situação é um pouco pior, pois muitas vezes a pessoa que coordena está tão aquém de tudo o que já vi e vivi que às vezes até dá um pouquinho de desânimo. Este desânimo também abate alguns professores, que têm muitos anos de prática e acabam sendo questionados sobre ações que eles sabem dar certo. Os resultados são excelentes, mas o coordenador não consegue ‘enxergar’, pois não se coloca na situação do professor. Isso acaba desestimulando e tirando o foco do professor de seu aluno.

          O certo mesmo, seria aproveitar que o ano está começando e tentar novas estratégias, que não sejam desestimulantes, que produzam realmente um bom efeito e criem um ambiente agradável de trabalho.

           Certa vez, um professor já aposentado me contou um conto árabe muito interessante, que fala um pouco exatamente disso que estou escrevendo. Não sei a fonte, pois me foi transmitido oralmente. Duas pessoas distintas vão para o mesmo lugar e lhe são dadas informações diferentes sobre como é o lugar. Um garoto, intrigado, pergunta o motivo de tais informações discrepantes e lhe é dito que o problema nunca são os lugares e sim as pessoas que ali ficam. Escrevi do modo como me lembrava e estou deixando disponível abaixo em formato word. É um texto encantador e que serve de reflexão para pessoas que gostariam de ver uma mudança em seus locais de trabalho. Quem sabe você possa aproveitar…

UM CONTO DO DESERTO

Excelente reunião de pais… não tem preço!

     Sempre gostei bastante de trabalhar com alfabetização. Esta fase da aprendizagem me encanta demais. Neste ano, porém, mudei um pouco meu conceito quanto à etapa.

     Fiquei dois anos longe de primeira série e, quando retornei, em lugar dos aproximados dois meses que levo para adequar as crianças à sala de aula de Fundamental, estou levando já nove meses e ainda há alunos que não apresentam respostas condizentes com sua idade.

     As respostas às quais me refiro são comportamentais. Elas dizem unicamente respeito aos valores que esses alunos deveriam ter. É claro que sempre temos um ou dois indivíduos na sala que são ‘diferentes’, porém me deparo com oito ou dez. Eu acho que é muita indisciplina para uma única professora. O problema não ocorre somente em minha sala, então pode-se analisar que vem da ‘leva’ de alunos do ano.

     Tenho também alunos adoráveis e quando penso em problemas na minha sala atual, minha mente se direciona ao comportamento e não à aprendizagem, que é extremamente satisfatória.

     Os alunos assistem programas violentos, com famílias desestruturadas, exemplos sociais horrendos e muitas vezes não têm uma orientação adequada. Isso resulta mesmo em péssimos comportamentos na escola.

     Para conscientizar os pais e melhor direcionar suas orientações, elaborei um novo modelo de reunião de pais. Problemas que ocorrem em aula são transformados em questionário e os pais recebem um gabarito feito pelo professor no qual acompanham a exata reação de seu filho diante de algumas situações normais em aula que se tornam verdadeiras batalhas para o professor.

     Foi uma das melhores reuniões que tive na vida. Espero que possa lhe ajudar também. Boa reunião!

REUNIÃO DE PAIS – DETALHES SOBRE A REUNIÃO CONTRA INDISCIPLINA – texto explicativo e passo-a-passo

REUNIÃO DE PAIS – USO DO PROFESSOR – essas foram minhas perguntas. Você pode alterar, colocando situações que acontecem na sua sala

REUNIÃO DE PAIS – GABARITO – material para ser entregue aos pais ou responsáveis

REUNIÃO DE PAIS – RECADO DE PAI PARA FILHO – não cheguei a aplicar esta parte, pois fiquei tão empolgada e feliz que nem me lembrei. Uma professora aplicou e teve excelentes resultados. Vale a pena tentar…

Reunião de Pais – a primeira é um caminhão de areia

     Reunião de Pais

     A reunião de pais é a oportunidade ideal para apresentar todo o seu trabalho e pontuar diversos assuntos diretamente com os responsáveis. Tudo é novo para todos: geralmente os pais não te conhecem e você não os conhece. Qual melhor oportunidade você teria para conseguir propor um bom trabalho e criar vínculos produtivos com eles? Afinal de contas, a parceria entre pais e professores é fundamental para o desenvolvimento da criança.

     Gostei bastante da reunião de pais do início deste ano e estou fazendo esta postagem para publicar o ‘folder’ que entreguei a eles. Espero que também lhe seja útil. Nunca deixo os pais saírem de mãos abanando de minhas reuniões, já que é sempre difícil lembrar de tudo o que foi falado. Um registro é sempre muito importante.

Reunião de pais. tirateima – Os pais saem levando parte da reunião, percebem como você é organizada e ainda auxilia os responsáveis a lembrar tudo o que foi tratato na reunião de pais.

Reunião de Pais – Modo de Usar

  Reunião de pais é algo sofrido tanto para os pais, quanto para os professores. Digo sofrido, porque é uma quebra de rotina para ambos os lados e demanda um tempo de planejamento árduo para o professor – se é que ele deseja usar bem seu tempo de reunião – e requer um amplo poder de dedução e interpretação por parte dos pais.

     Ao longo dos anos, promovi diversas reuniões de pais. A mais sofrida, em minha opinião, são as realizadas em grupos grandes. Os pais geralmente vão à escola para saber sobre o desenvolvimento dos filhos e são obrigados a ficarem ouvindo intermináveis minutos de recados e recomendações, os quais nem se recordarão nas próximas horas. A falação sobre assuntos desinteressantes a eles é tanta, que eles acabam ‘viajando’. A atenção só volta quando o assunto é o foco da reunião: o filho ( a ).

     Gosto muito de reuniões individuais, porque acredito que a conversa direta é muito mais proveitosa. Como fazer com os recados? Entregar por escrito, ora bolas! Nada mais efetivo, organizado e coerente do que recados por escrito, já que recados não devem ser textos discutíveis. Os pais recebem e lêem, além de poder sempre lembrar os recados. Ficam ainda felizes, porque conseguiram encontrar o que foram buscar na reunião: conhecimento sobre seus filhos.

     Ainda posso ser questionada sobre o tempo da reunião. Bem, os pais são conscientes neste caso. Se a reunião tem por volta de duas horas de duração, o pai consegue respeitar um horário limite de cinco a dez minutos para dar vez ao próximo. Enquanto os que não foram ainda atendidos em seu horário aguardam, ainda podem folhear as atividades dos filhos e contemplar formações escritas sobre como devem proceder numa reunião desse tipo – pasmem que a maioria não tem ideia – ou ainda regozijar-se com informações precisas sobre seu filho na escola, por meio de relatório escrito, que lhe dará ainda a oportunidade de conversar melhor com a professora.

     Em uma das minhas últimas reuniões, utilizei um livreto, de minha autoria, que deixo em anexo para quem deseje utilizar. Espero que também lhes seja útil.

Reunião de Pais – modo de usar