Arquivo do dia: setembro 23, 2010

A Princesa e o Sapo – Português e Matemática

     A atividade que estou postando se refere ao conto “A Princesa e o Sapo” e é muito legal, porque trabalha três tipos de operações matemáticas: adição, subtração e multiplicação, mensagem em código e bilhete.

     O sapo deixa uma mensagem secreta para a princesa e os alunos devem resolver as operações para descobrir o que ele diz. Se você desejar, ainda é possível transcrever em outra folha o bilhete, de modo a trabalhar organização de bilhetes com os alunos. Boa aula!

A PRINCESA E O SAPO – MENSAGEM SECRETA

É claro que eu sei como se faz… parte 2

     Em continuação ao ‘post’ anterior, devo dizer que eu quase coloquei essa ação em prática. Faltou muito pouco para eu poder fazê-lo. Todo professor sabe que é horrível depender da aprovação de alguém que nem na sala de aula está. Se você é professor, sabe do que estou falando.

     Há um outro programa, chamado ‘I Carly’ no canal ‘Nickelodeon’. Apesar de ser um seriado, há um ‘webshow’ bem no meio dos capítulos e posso garantir que é maravilhoso, pois todos os que assisto são totalmente memorizados. Os recursos usados pelos produtores são realmente algo que chama a atenção e instiga a fazer relações abstratas diversas em seu pensamento.

     Minha proposta era a de transformar o ‘pastelão’ em um programa educativo pela internet. Os alunos estariam totalmente envolvidos, pois haveria a filmagem da vida real deles na escola e eles teriam que elaborar pequenas tarefas cômicas baseadas nos conteúdos. Além disso, ao ser divulgado na net, outros alunos de outros lugares poderiam participar ativamente. Acredito que seria um grande sucesso e um grande avanço na educação.

      Cheguei a rascunhar o projeto, mas desanimei um pouco ao descobrir que teria de ser aprovado por uma pessoa que não me conhece, provavelmente não é plugada como eu e certamente nunca assistiu o programa.

      Desta ‘solução’ eu não desisti ainda… quem sabe no próximo ano. Eu acho riquíssima a possibilidade de troca de informação que ela proporciona e a visibilidade de processo de ensino aprendizagem envolvidos.

É claro que eu sei o que fazer…

     Não escrevi a postagem ‘A Fila Anda…’ à toa, só reclamando de tudo e de todos, embora eu possa afirmar que, quanto mais se lê, mais ‘rabugento’ se fica. Eu apenas escrevia realidade que vivo todos os dias. Nunca trabalhei com método tradicional e nem sei como se faz para ensinar por cartilha. Aplico essas sondagens há anos e cada vez menos acho que é esse o caminho. Os alunos não são como nos anos 80, época em que o professor era respeitado, o aluno sabia a importância da escola e tinha parâmetros de comportamento.

     Estamos em 2.010! Meu filho que acabou de completar 2 anos de idade já joga na internet usando meu notebook e usa naturalmente o ‘touchpad’. Logicamente que eu o incentivo a brincar, desenvolver o lúdico, coordenação por brincadeiras e blá,blá,blá… mas imagine ele em uma sala de aula, aprendendo letras do alfabeto aos 6 anos de idade, quando aos 2 ele já pergunta se é o ‘T de Tiago’, ‘J de João’ e outras letras relacionadas aos seus colegas de escola. É… eu ia achar uma chatice também.

         Só para começar, uma das soluções que eu daria é um maior incentivo por parte de pessoas que podem financeiramente fazê-lo, em pessoas que realmente fazem e não que dizem fazer. Muita ação e pouco cérebro nunca fez parte de minha vida e também não deveria fazer parte das pessoas que tratam da educação de um país.

         Nos Estados Unidos, há um programa em parceria com o Departamento de Educação, desde 2007, chamado ‘Word World’. Só vim a conhecê-lo neste ano, pois está sendo emitido na Discovery Kids. Fiquei encantada e cada vez que assisto crio um roteiro inteiro adaptado para o português em minha cabeça. A formação das palavras em inglês e português é muito diferente, o que acarreta uma transformação total em alguns conceitos passados no programa. Só de assistir, já pensei em episódios inteiros adaptados à nossa língua, com questões ortográficas, produção de texto e introdução à língua escrita. Além disso, ainda posso ‘sonhar’ com episódios de matemática com outra turma, que se encontram com as de língua em determinados pontos da aprendizagem. Dá para fazer episódios mais simples em ‘flash’, embora ficariam ótimos com uma equipe de animação… pois é, entendo também de animação, já que sou web designer.

     Quem sabe um dia ainda poderei ‘investir minha capacidade’ no ‘dinheiro de alguém’ rsrsrs Comigo nunca acontece, então estou sonhando aqui. Aposto que você adorou minha ideia.

     Enquanto não é possível, você pode assitir ‘word world’ no you tube. Ah… se você assiste na sua escola e bloquearam seu you tube, faça como eu: acesse-o em chinês e bloqueie o bloqueio de sua escola: v.youku.com Basta digitar ‘word world’ e se divertir com o episódio… sonhando que um dia farão isso no Brasil.

A Fila Anda…

     Bem, estamos em 2.010 e não é preciso dizer que de dos anos 80 para os dias atuais houve uma evolução gigantesca em diversas áreas. Quem poderia imaginar que a Guerra Fria entre duas super potências poderia resultar numa das maiores ferramentas que os homens poderiam ter a seu favor no avanço tecnológico, na realidade uma mera – e importantíssima – extensão de sua própria habilidade: a comunicação.

     Se você ainda não descobriu do que estou falando, vou ser mais clara, pois sem ela você não poderia provavelmente nem ter me conhecido: a internet. Isso mesmo, já no final da década de 60 era cogitada e pesquisada uma forma de comunicação rápida e eficaz, que acabou virando a internet. A rapidez de informação que ela proporciona é maravilhosa e perigosa. Pode ser usada contra e a seu favor e tem milhares de qualidades opostas entre si, se formos pensar nisso.

     Usei tudo isso, pois a considero responsável pela rapidez de avanços em diversas áreas: medicina, engenharia, arquitetura entre outros; além da criação de empregos destinados à área tecnológica. Os avanços dos últimos 20 0u 30 anos é fantástico na maior parte dos setores… logicamente que menos na educação.

     Pois é, na minha opinião, o setor que menos utilizou os maravilhosos recursos tecnológicos é o que deveria tê-lo feito primeiro.
     Nos anos 80, tivemos na educação a ‘revolução Emília Ferreiro’ cuja importância para a área foi realmente ímpar. Desde então, temos um grupo ‘de elite’ no país que fica ‘escarafunchando’ suas teorias há quase 30 anos.  Enquanto isso, já perdemos pelo menos duas gerações de cobaias do ‘novo método’, ou seja, foram crianças que passaram por testes de sondagem propostos para analisar seus conhecimentos – papel de um psicopedagogo ou algo do tipo e não de um professor. Concordo que devemos ter conhecimento do processo de aprendizagem, que é importante saber como funciona a construção da escrita e ainda que precisamos avaliar constantemente o aluno. Digo ainda que era realmente preciso mudar o rumo da educação, mas deste ponto para testes em seres humanos com uma vida toda pela frente tem um longo caminho… que deveria ter sido mais curto.

     Li a ‘Psicogênese da Língua Escrita’ em espanho – já disse que sou poliglota, não é? – e posso garantir que há várias incompatibilidades com algumas informações passadas em português. A intenção da obra nem era virar a sondagem que se tornou nas escolas do país.

     Sem me alongar na teoria de Ferreiro, já nos primeiros dez anos de aplicação deveriam ter percebido que as crianças estavam mudando, a construção da escrita acompanhou, de certa forma, esta mudança. Se eu tivesse a real oportunidade de fazer um mestrado ou algo do tipo, eu iria realmente provar que a evolução da escrita pode ser analisada paralelamente com duas outras evoluções: a da fala de um bebê e a da história da escrita. Eles seguem os mesmos padrões paralelamente mesmo. Como a evolução foi muito rápida nos últimos anos, a criança reflete isso na aquisição da língua escrita também.

      Como não tenho condições de provar ‘cientificamente’ minha ‘teoria’, pois seria muito demorado – até finalizar já haveria mil mudanças a fazer -, eu teria que ficar ‘lambendo botas’ de um estudioso provavelmente sem noção da realidade e ainda não poderia levar durante pelo menos três anos uma vida comum; estou escrevendo aqui mesmo, no meu blog. Quem sabe assim alguém perceba que A FILA ANDA… EM TODAS AS ÁREAS, MENOS NA DA EDUCAÇÃO.

     Enquanto